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A metade da laranja

Postado por | Maio 01, 2015 | banco de ideias | Sem Comentários
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Quando acreditar ou não na vocação para determinada profissão

Você já tentou fazer um teste vocacional? O próprio nome que leva o questionário já dá a ideia de que a escolha da profissão, para ser bem sucedida, precisa de vocação. Esta palavrinha, por sua vez, vem do latim e quer dizer predestinação, ou seja, escolher a profissão é atender a um chamado divino, como se a pessoa tivesse nascido para isso. Será?

De fato, há casos na história de pessoas que, desde pequenas, já sabiam o que queriam fazer e deram muito certo nas profissões escolhidas. Mozart, por exemplo, aprendeu a tocar o piano cravo (que evoluiu para o piano de hoje em dia) já aos três anos e a compor aos quatro. Outro exemplo interessante é Leonardo da Vinci, que foi um cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e, não satisfeito, músico.

Não, você não precisa se desesperar caso não projete prédios ou escreva livros como “Dom Casmurro” desde os cinco anos de idade. Muitos autores, inclusive, têm revogado a ideia de vocação, defendendo que, se a pessoa está predestinada a escolher determinada profissão, no fundo, no fundo, não é ela quem está escolhendo. Cada pessoa é única em todos os sentidos, sendo assim, fica muito difícil afirmar que, mesmo antes de passar pelas próprias experiências, já tem definido entro dela o que ser quando crescer.

O importante, acima de qualquer outra coisa, é estar satisfeito com a carreira escolhida. Muitas pessoas sequer têm consciência de sua vocação e, além disso, muitas das que têm não a escutam no decorrer de sua vida. Não há com o que se preocupar caso você não descubra o que “nasceu para fazer”. Lembro-me de uma paciente que atendi muita aflita, porque achava que não tinha talento algum. Entretanto, ela era uma menina super carinhosa e foi exatamente essa característica que acabou se revelando sua vocação: ela se tornou cuidadora de crianças com Síndrome de Down, uma atividade na qual, além, do preparo técnico, a afinidade faz toda a diferença.

Para se realizar com a escolha profissional, na verdade, nem sempre é necessário ter ou ouvir sua vocação. Se você ouviu a sua, siga. Caso contrário, participar de uma orientação profissional pode ser um caminho para descobrir como utilizar seus talentos para ser um bom profissional, independentemente da carreira pela qual optar.