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O boletim ajuda o profissional?

Postado por | Maio 01, 2015 | banco de ideias | Sem Comentários
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Entenda até que ponto é válido se preocupar sobre como suas notas podem lhe ajudar (ou não)

Na hora de escolher qual profissão seguir, as notas na escola podem servir de uma ajudinha, principalmente porque indicam em quais áreas o aluno tem mais facilidade de aprendizagem e afinidade. Entretanto, na escola, existem vários tipos de alunos: os que estudam para aprender as matérias e os que estudam para conseguir passar de ano sem se preocupar em apreender os conteúdos, os que têm mais dificuldade e aqueles que têm menos. É possível perceber, portanto, que nem sempre as notas fornecem uma visão completa sobre o estudante.

Desta forma, é bom que você saiba: ter as notas mais altas ou mais baixas da classe não é o que irá lhe definir como profissional. A vida não é uma equação exata e, portanto, seu sucesso profissional, bem como em outras áreas, depende de muito mais do que seu desempenho na escola. O que as notas de fato podem ajudar é na hora de perceber suas preferências. Afinal, de quais matérias você mais gosta: daquelas em que vai bem sem muito esforço ou das que precisam de horas e mais horas de dedicação para conseguir a nota de que precisa? Porém, as coisas nem sempre são tão retas nas curvas da vida e, assim, nem sempre aquilo em que você tem mais facilidade é de onde virão seus maiores desafios e conquistas.

Além disso, suas preferências na escola não necessariamente determinam a área de atuação ideal para você e, no caminho para a realização plena, o que exigir de você mais esforço pode se tornar justamente o mais interessante. Por exemplo, nem todo mundo que tem facilidade em matemática precisa seguir carreira em exatas; assim como nem todo mundo que gosta de matérias como português e história precisa ter sucesso apenas em carreiras de humanas. A realização profissional plena envolve muitos outros aspectos. Sua dificuldade em determinada matéria pode existir por não ter se identificado com o professor, por exemplo, e não apenas por falha pessoal. Procure as áreas do conhecimento em que mais tem interesse, pois a aptidão, com treino e esforço, pode vir depois.

As habilidades que você pensa não ter podem ser adquiridas em outros lugares senão a escola. Se o sonho da sua vida é fazer arquitetura ou jornalismo, mas acha melhor não fazer por não se considerar uma pessoa criativa, você pode procurar cursos para conseguir desenvolver essas competências. Estudar aquela matéria mais difícil com um filme, um livro ou até um amigo diferente pode lhe despertar interesses que você ainda nem imagina. As notas do seu boletim, portanto, podem até apontar alguns caminhos, mas na hora de tomar a sua decisão profissional, é preciso analisar várias outras fontes de informação. O autoconhecimento, por exemplo, é essencial para descobrir qual curso deve ser o de seu interesse.